
A vida nas grandes cidades apresenta-se cada vez mais desafiadora. As dificuldades trazidas pela falta de tempo, engarrafamentos ou poluição comprometem a qualidade de vida nas metrópoles e até em cidades do interior ou municípios menos povoados.
Esses desafios são multiplicados para pessoas que têm alguma deficiência física, como os cadeirantes. Obrigados a enfrentar desrespeito, hostilidade e falta de infra-estrutura, pessoas nesta situação passam por um verdadeiro martírio para poder trabalhar ou simplesmente sair de casa.
Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) entre os anos de 1980 e 2000 aponta uma legião de 24,5 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência. Sem um tratamento digno, seja por parte dos governantes ou da sociedade que às escuras discrimina e exclui, sem se importar com as necessidades do próximo.
Analisando os números do IBGE e verificando a infra-estrutura de grandes cidades como São Paulo e Campinas, é possível verificar que existe pouco disponível a fim de facilitar a vida dessas pessoas. Existem ônibus, taxis e metrôs com rampas e elevadores de acesso, porém a grande maioria simplesmente ignora a existência dos cadeirantes.
Baseado nos dados da pesquisa, mostrando que 14,5% da população brasileira seja portadora de deficiência, foi criada a lei federal 8013/91 que estipula cotas de contratação de deficientes em empresas privadas. A empresa, com mais de 100 funcionários, deve ter no mínimo 4% de seu quadro de trabalhadores formados por deficientes. A simples criação de uma lei para obrigar os empregadores a contratá-los já demonstra o alto grau de preconceito, como se não tivessem o direito de trabalhar, ganhar seu próprio salário e ter uma vida mais digna.
Andando pelas ruas de Campinas é possível observar que existe um movimento de obras de adaptação nas esquinas e calçadas para a subida de cadeiras de rodas, bem como em prédios e construções públicas.. Porém uma simples rampa não serve de nada se a mentalidade das pessoas não for mudada, onde o próximo seja visto com mais seriedade.
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