segunda-feira, 22 de março de 2010
Flagrante de desrespeito no campus I da PUC Campinas
Momentos antes da aula de Jornalismo Aplicado em Multimídia, nossa equipe flagra um estudante que desrespeita a vaga destinada aos portadores de necessidades especiais. O estacionamento possui outras vagas livres mas o motorista preferiu estacionar na vaga mais próxima a saída do prédio.
[Áudio] O que é feito pelos portadores de necessidades especiais em Campinas?
sonora_beatriz_brandao by blogandre
Edição de entrevista concedida ao programa Diálogos realizado pelos alunos da faculdade de Jornalismo da PUC Campinas no ano de 2008: Amanda Borsonello, Camila Dalla Costa, Mariana Bottan e Ronaldo Mikelli
Desrespeito e preconceito

Tetraplégica é protagonista em novela do horario nobre

A personagem Luciana, interpretada pela atriz Aline Moraes da Novela Viver a Vida de Manoel Carlos, foi quem nos inspirou no momento da escolha do tema do blog. Isto porque esta é a primeira vez em que a teledramaturgia brasileira traz o retrato da vida de uma cadeirante na posição de protagonista de uma novela do horário nobre brasileiro.
A personagem conta a história de uma modelo em início de carreira que fica tretaplégica após sofrer um acidente. Seu papel provoca discussão em torno da vida das pessoas com mobilidade reduzida. A novela mostra as dificuldades e os dramas tanto pessoais quanto sociais vivida pelos cadeirantes. Situações comuns no cotidiano das fontes que você está conhecendo nas postagens do blog.
domingo, 21 de março de 2010
O sexo como tabu

Desmistificando a relação sexual das pessoas com mobilidade reduzida
O sexo na maioria das vezes é considerado tabu quando se trata da relação sexual das pessoas com mobilidade reduzida. As dúvidas sobre o assunto são muitas, entretanto, raramente são discutidas, seja por curiosos ou mesmo entre os cadeirantes. É por este motivo que a equipe do “Donos das Cadeiras” resolveu entrevistar um fisioterapeuta e um cadeirante para ajudar a desmistificar o assunto.
O sexo para as pessoas com mobilidade reduzida é possível sim e faz muito bem para a auto-estima das pessoas que o praticam, é o que diz a fisioterapeuta Mariana Cavali. Segundo ela, manter relações afetivas é sempre importante, “dependendo da lesão, o deficiente pode, e deve sim manter relações sexuais”.
Adelino Orzores, 53 anos, portador de necessidades especiais, garante que para ele o sexo é visto com naturalidade. Adelino sofreu uma lesão na medula cervical ao mergulhar e bater a cabeça no fundo do mar quando tinha 18 anos. Assim, ficou tetraplégico. Ele conta que após o acidente teve várias namoradas e atualmente vive um relacionamento estável que já dura 4 anos. “O sexo está ligado mais a cabeça do que ao próprio físico. Quando duas pessoas estão juntas se relacionando tudo é tranquilo, se você é bem resolvido, não existe diferença. Tem gente que não tem deficiência e é mal resolvida nessa questão”, afirmou Adelino.
Neste sentido, a fisioterapeuta explica que uma das principais barreiras que o cadeirante tem de enfrentar é o próprio preconceito. Ou seja, o cadeirante deve estar ciente de que ele pode levar uma vida sexual perfeitamente normal.
Mariana afirma que o sexo depende de estímulos psicológicos e as pessoas que têm mobilidade reduzida precisam se (re)descobrir e aceitar que existem outras formas de amar. “Estudei casos de mulheres com mobilidade reduzida que engravidaram e criaram seus filhos normalmente. O próprio corpo da mulher se desenvolve independente da questão da movimentação. Já para os homens, a ereção fica comprometida quando o sistema nervoso parassimpático é atingido. Quando isso acontece, alguns perdem a sensibilidade e a ereção se torna involuntária”, explica a fisioterapeuta.
Com naturalidade, o cadeirante Adelino fala sobre a curiosidade das pessoas, “algumas ficam curiosas, querem saber se funciona. O importante mesmo é não achar que sexo é tabu”.
[Vídeo] - Dados sobre a acessibilidade
Eles são mais de 600 milhões de pessoas no mundo e reivindicam os seus direitos a acessibilidade desde de os anos sessenta. Como assegurar que o direito de acesso às atividades cotidianas sejam aplicados?
[Depoimento 1] - Milton Ferreira
Conheça o pai, esposo e atleta Milton Ferreira “Sempre notei a minha deficiência como se eu pedisse para que você subisse o Monte Everest e você não pudesse subir porque não está preparado, então eu não estou preparado”
sábado, 20 de março de 2010
As vagas estão lá, mas nem sempre são respeitadas
Exemplos como este, presenciado por um de nossos redatores, são comuns em um país que, infelizmente, não tem o mínimo de respeito com as pessoas portadoras de alguma deficiência. Não é preciso andar muito por qualquer cidade do Brasil para achar exemplos de desrespeito com os deficientes, seja na estrutura das calçadas, na falta de rampas adequadas ou em vagas que deveriam mas não são ocupadas por essas pessoas.

